Quem vive junto ao mar conhece o efeito nos prédios: ferros que enferrujam, tintas que descascam, alumínios que empolam. O seu carro está exposto exatamente à mesma agressão, com um agravante: anda, apanha sol intenso e leva com o sal em movimento. Na Costa da Caparica, na Trafaria, na Fonte da Telha e mesmo em Cacilhas e no Ginjal, à beira do Tejo, a maresia trabalha na pintura todos os dias do ano.
O que o sal faz ao carro
O ar marítimo transporta micro-gotículas de água salgada que se depositam em todas as superfícies. A água evapora, o sal fica. E o sal é higroscópico: atrai humidade, mantendo as superfícies húmidas mais tempo, o que acelera a oxidação de tudo o que toca:
- Verniz e pintura: degradação acelerada, perda de brilho, manchas
- Metais expostos e soldaduras: ferrugem, sobretudo em riscos e lascas de pintura por tratar
- Jantes e componentes de travão: corrosão visível em poucos anos
- Borrachas e vedantes: ressecam e fendem mais cedo
- Cromados e alumínios: picadas e empolamento
Um pormenor que muita gente ignora: estacionar o carro virado ao mar durante anos nota-se. O lado exposto degrada visivelmente mais depressa do que o abrigado.
O plano de defesa, por ordem de importância
1. Lavar com regularidade, incluindo por baixo
A regra número um contra o sal é não o deixar acumular. Lavagens frequentes, idealmente a cada uma ou duas semanas em zonas de exposição direta, removem a película salina antes de ela trabalhar. De tempos a tempos, uma lavagem que inclua a parte inferior da carroçaria, onde o sal se aloja e ninguém vê.
2. Descontaminar duas vezes por ano
Mesmo com boa rotina de lavagem, o salitre e restante contaminação acumulam-se no verniz. Para carros de zona costeira recomendamos descontaminação ao ritmo de duas por ano, tipicamente antes e depois do verão.
3. Proteger com cerâmica
É aqui que se ganha a guerra. Uma proteção cerâmica põe uma barreira física entre o sal e o verniz: a maresia deposita-se sobre o coating e sai na lavagem seguinte, sem nunca tocar na pintura. Para carros da Costa e da Trafaria, é o investimento de conservação com melhor retorno que conhecemos. O efeito hidrofóbico ajuda duplamente, porque as gotículas salgadas escorrem em vez de secarem na pintura.
4. Tratar riscos e lascas depressa
Qualquer ponto onde o verniz esteja aberto é uma porta de entrada para a corrosão, e com sal no ar ela entra a correr. Retoque lascas de pedradas sem demora, sobretudo em zonas baixas e arestas.
5. Abrigar quando possível
Garagem é o ideal. Não havendo, até a orientação do estacionamento conta: quanto menos exposição direta à brisa marítima, melhor.
O carro já mostra sinais?
Manchas que não saem, brilho morto, pontos de ferrugem a aparecer: quanto mais cedo se trava, menos custa. Avaliamos gratuitamente o estado da pintura e dizemos-lhe o que ainda se recupera e como protegê-lo daqui para a frente. Ligue 919 060 257 ou use o formulário de orçamento.
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